Ameaça terrorista: viajar ou não?

Olá pessoal, o tema de hoje é complicado. Como temos visto nas últimas semanas, após o atentado da sexta-feira, 13 de novembro de 2015. O noticiário internacional sempre traz informações sobre possíveis novas ameaças de ataques de terrorista do Estado Islâmico (ou ISIS – Islamic State of Iraq and Syria). Quem já está de viagem marcada ou quem está planejando viajar para lugares visados, ficam em dúvida se está seguro viajar ou não.

Bom, para quem vive e transita diariamente pela cidade do Rio de Janeiro e adjacências, sabe o risco que está correndo, temos que estar sempre atentos com nossos pertences o que possuímos e as vezes, as pessoas são pegas de surpresa por balas perdidas, principalmente em vias expressas e locais próximos de comunidades, onde há maior chance de confronto entre as forças policiais.

A situação é crítica aqui, porque não temos perspectiva de melhora, pois não há governo em que se deva confiar, eles procuram fazer tudo em causa própria e ao invés implantar uma política para mitigar o crime, preferem reconquistar o território e os bandidos fogem para outros locais do estado.

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Mas, falando de França, o problema acaba não sendo muito diferente em relação aos atentados, mas diferentemente daqui, há uma perspectiva de melhora na segurança, apesar do país conviver com atentados a bomba desde 1961, quando ocorreu o maior ataque anterior ao deste ano, onde 28 pessoas morreram na explosão de uma bomba que havia no trem vindo de Estrasburgo a Paris.

Entre 1961 e último atentado, o país passou por diversos outros ataques, de menores proporções, ligados a diversos grupos extremistas. Mas, os franceses aprendem desde cedo a observar se há algum objeto estranho deixado ou esquecido, no transporte ou locais públicos. Sempre li a respeito de nunca deixar a mala sozinha, são capazes de esvaziar um aeroporto ou estação pensando que é algum artefato explosivo.

É claro que, depois do último dia 13, Paris está melhor preparada e o presidente francês, François Hollande, ativou o estado de emergência em todo o país — état d’urgence, em francês — o que não acontecia desde 1961. Esta lei, que eleva o nível de alerta ao extremo, foi criada em 1955, após um ano do início da Guerra da Independência da Argélia. Inicialmente por 12 dias, mas prorrogada por até três meses, o que só poderia ser feito mediante autorização por lei, já aceita pelo parlamento francês.

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E, para eles, como para a gente, apesar das ameaças do cotidiano, the life goes on…a vida continua. Ninguém deixou de viajar depois de 1961, nem depois de 2015 deixará de visitar a Torre Eiffel, que é o monumento pago mais visitado do mundo. E assim é aqui também, As pessoas não deixam de vir trabalhar porque você pode ser assaltado nas proximidades da Central do Brasil, e também não deixam de ir à praia com medo de arrastão. Umas pessoas vão, mudam de emprego e saem da cidade. mas a maioria continua. Assim como, aconteceu nos Estados Unidos em 2001 e em outros países da Europa como, Inglaterra e Espanha.

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